Programa – Dia 26/05

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Sessão 2.1 - ETEs como Biofábricas: do Tratamento de Esgotos à Produção de Recursos Estratégicos

Esta sessão aprofunda a transformação das Estações de Tratamento de Esgoto em infraestruturas multifuncionais, capazes de ir além da remoção de cargas poluidoras e atuar como plataformas estratégicas para a recuperação de recursos a partir do esgoto. O enfoque está na reconfiguração técnica e operacional das ETEs como biofábricas, preservando a segurança sanitária, a confiabilidade dos processos e a conformidade regulatória como premissas centrais.

Serão discutidos casos aplicados e rotas tecnológicas que viabilizam o reúso de água, a geração de energia limpa, a recuperação de nutrientes e a obtenção de produtos de maior valor agregado, considerando balanços de massa e energia, eficiência global dos sistemas, escalabilidade e integração com a operação cotidiana. A sessão aborda ainda os impactos dessa abordagem sobre custos operacionais, planejamento de investimentos, governança e modelos institucionais, com atenção especial à contribuição das ETEs para a universalização dos serviços de saneamento e a redução de impactos ambientais.

Questões-chave:

  • Quais critérios técnicos e operacionais definem a viabilidade de ETEs como biofábricas em diferentes escalas?
  • Como integrar a recuperação de recursos mantendo a robustez do tratamento do esgoto?
  • Quais são os principais desafios regulatórios e institucionais associados a esse modelo?
  • Como estruturar modelos de governança compatíveis com a prestação do serviço público?
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BWW Connection

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Sessão 5.1 - Diplomacia hídrica e gestão de conflitos transfronteiriços

Em tempos de mudanças climáticas, crises hídricas e eventos extremos é cada vez mais importante considerar a governança das águas sob uma perspectiva mais ampla e global, principalmente porque os conflitos e disputas multilaterais tendem a se acirrar nos próximos anos.

Os desastres relacionados às inundações ou secas extremas se intensificaram nas últimas décadas em todo o mundo, se tornando uma ameaça crescente ao ambiente, à vida e à economia de muitos países. Eventos internacionais recentes, tais como o Fórum Mundial da Água (sobretudo as últimas três edições, no Brasil, Senegal e Indonésia), a Conferência da ONU sobre a Água (em 2023), a COP30 (Belém do Pará, 2025), as Conferências da UNESCO, FAO e ONU-Habitat, entre tantos outros, destacam fragilidades, tensões e riscos relacionados à segurança hídrica atual e futura, reforçando que cerca de metade da população mundial ainda experimenta severa escassez de água durante pelo menos parte do ano (IPCC, 2023 apud UNESCO 2024) ou, ainda, que o estresse hídrico tem implicações importantes na estabilidade econômica e social, cujos déficits podem estar ligados a cerca de 10% do aumento das migrações em todo o mundo. No Brasil, igualmente, há desafios continentais de grandes dimensões, uma vez que possui divisas com outras 10 nações e, também, 60% do seu território inserido em bacias hidrográficas que se estendem aos países vizinhos, totalizando mais de 80 rios fronteiriços ou transfronteiriços.

Tais questões remetem a reflexões mais abrangentes em torno de temas estratégicos, tais como “diplomacia das águas”, convenções e acordos bilaterais ou multilaterais, financiamentos internacionais ou governança colaborativa e compartilhada das águas, enquanto elementos essenciais para promover o uso sustentável, equitativo e pacífico dos recursos hídricos transnacionais.

Esses aspectos serão explorados e aprofundados no presente painel, trazendo diversas experiências brasileiras e internacionais, lições aprendidas, reflexões e conhecimentos sobre a gestão integrada de bacias transfronteiriças, segurança hídrica e controle da poluição, desigualdade de acesso aos recursos hídricos, pressões sobre ecossistemas, mecanismos de governança, participação social e transparência, adaptação às mudanças climáticas e resiliência, planejamento inter-regional, cooperações e acordos multilaterais, intercâmbio técnico-científico e inovação, entre outros temas de interesse estratégico. Com isso, pretende-se contribuir com as discussões e alternativas para a construção de soluções colaborativas e sustentáveis em nível internacional.

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BWW Connection

13:30
15:00
Sessão 6.1 - Engenharia da resiliência hídrica

A intensificação e a maior frequência de eventos hidrológicos extremos associados às mudanças climáticas impõem desafios inéditos ao planejamento, à engenharia hídrica e ao setor de saneamento. Nesse contexto, a engenharia da resiliência hídrica emerge como abordagem estratégica para o planejamento, o projeto, a adaptação e a operação de infraestruturas capazes de responder a cenários de incerteza, reduzir vulnerabilidades e garantir a continuidade dos serviços essenciais.

Este painel abordará como princípios de resiliência, flexibilidade, robustez e capacidade adaptativa vêm sendo incorporados à engenharia de sistemas hídricos em diferentes escalas territoriais. Serão discutidas experiências práticas e abordagens técnicas aplicadas a sistemas de abastecimento de água, coleta e tratamento de esgotos, drenagem urbana, controle de cheias e gestão integrada de recursos hídricos, com ênfase na adaptação de infraestruturas existentes e na concepção de soluções mais resilientes frente a secas, inundações e falhas sistêmicas.

O debate reunirá perspectivas complementares da academia, de operadores de serviços, de reguladores, de instituições de planejamento e de especialistas internacionais, promovendo a articulação entre fundamentos conceituais e aplicações práticas. A sessão buscará evidenciar como a engenharia pode apoiar processos decisórios mais informados, contribuir para estratégias de adaptação climática e fortalecer a segurança hídrica em um cenário de mudanças ambientais aceleradas.

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Sessão 7.1 - Água segura

O painel água segura traz com experiências nacionais e internacionais a integração de diferentes perspectivas, mas principalmente oferece por casos internacionais inovações e modelos consolidados, já os nacionais além destas características trazidas internacionalmente, podem também apresentar desafios e soluções. Esse diálogo fortalece a cooperação técnica, estimula a adoção de boas práticas e contribui para políticas públicas mais eficazes. Ao reunir especialistas de diferentes contextos, o painel promove conhecimento aplicado, fortalece a segurança hídrica e apoia a proteção da saúde da população.

Programa sujeito a alterações sem aviso prévio

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