10:30
10:45
12:15
Ementa
Áreas urbanas informais, de conformação irregular, seguem sendo a opção de moradia para parcelas significativas das populações dos países em desenvolvimento; no Brasil, esse contingente tem crescido em termos percentuais. Dotar as áreas informais de infraestrutura urbana regular é a solução a ser buscada, mas como implica custos elevados, a serem arcados pelos orçamentos públicos, na maioria dos casos não é realista prever essas soluções em horizontes de planejamento próximos.
O objetivo da sessão será discutir soluções temporárias, que permitam o acesso a serviços adequados, enquanto não se alcancem intervenções de urbanização plena. Serão discutidas soluções para abastecimento de água, que são relativamente mais fáceis, e de esgotamento sanitário e manejo de águas pluviais, de maior complexidade e custos.
Será discutida também a qualidade dos serviços nessas condições, e como as comunidades podem intervir para assegurar que o direito a atendimento de qualidade seja garantido.
Palestrantes:
- Daniel Nolasco – Vice-Presidente da IWA – International Water Association
- Sudhir Murthy – CEO da NEWhub Water Corporation
- Christoph Platzer – Sócio administrador da Rotária do Brasil
Moderador(a): Marcelo Miki – Engenheiro do Departamento de Implantação de Pesquisa, Desenvolvimento de Projetos e Inovação da Sabesp e membro da Câmara Temática de Tratamento de Esgotos da ABES
13:30
BWW Connection
15:00
Ementa
A busca pela universalização dos serviços de água e esgotamento sanitário, consolidada no ODS 6 da ONU, exige um volume massivo de investimentos que, em grande parte do mundo, é viabilizado por meio de parcerias de longo prazo entre o setor público e privado. No entanto, a estabilidade e a sustentabilidade desses contratos enfrentam hoje pressões sem precedentes decorrentes de um cenário global de incertezas.
Esta sessão explorará os mecanismos de Reequilíbrio Econômico-Financeiro sob uma perspectiva internacional, discutindo como diferentes localidades estão adaptando seus marcos regulatórios para lidar com choques exógenos. O debate central focará na integração da resiliência climática nos modelos de negócio: como os contratos podem absorver os custos crescentes de adaptação a eventos extremos (secas, inundações e escassez hídrica) sem comprometer a modicidade tarifária ou a viabilidade financeira dos operadores.
Serão discutidas tendências globais em regulação econômica, incluindo o uso de gatilhos automáticos de reequilíbrio, metodologias de compartilhamento de riscos climáticos e o impacto de reformas macroeconômicas e tributárias na atratividade de investimentos em infraestrutura. O objetivo é promover uma troca de experiências sobre como garantir a segurança jurídica necessária para atrair capital internacional, assegurando que as metas de sustentabilidade sejam traduzidos em contratos resilientes e socialmente justos.
Questões-chave:
- Como os marcos regulatórios internacionais estão evoluindo para incluir o risco climático como um fator de desequilíbrio econômico-financeiro passível de revisão contratual?
- Quais são as melhores práticas globais em metodologias de reequilíbrio que equilibram a necessidade de investimentos em infraestrutura resiliente com a proteção social e a modicidade tarifária?
- De que forma a instabilidade macroeconômica global e as reformas fiscais impactam a sustentabilidade de contratos de longo prazo e quais mecanismos de mitigação têm se mostrado mais eficazes?
- Como a regulação pode incentivar a eficiência operacional e a inovação tecnológica como ferramentas para manter o equilíbrio econômico frente ao aumento dos custos de insumos e energia?
- Qual o papel das instituições financeiras internacionais e dos reguladores na criação de um ambiente de negócios previsível que suporte as metas de universalização e os ODS 6 em cenários de alta incerteza?
15:15
BWW Connection
16:45
Ementa
Apresenta como a combinação de dados de alta qualidade, inteligência artificial, modelagem preditiva e ferramentas digitais está transformando a gestão operacional do saneamento. O foco está na capacidade de antecipar riscos, otimizar ativos e orientar decisões estratégicas com base em evidências, reduzindo perdas e elevando a eficiência dos sistemas.
Tópicos-chave
- Modelagem preditiva aplicada à operação de redes de água e esgoto
- Simulação de cenários críticos para planejamento e resposta rápida
- Gêmeos digitais como ferramenta de apoio
- Uso de IA para previsão de falhas, demanda e anomalias operacionais
- Redução de OPEX e CAPEX por meio de decisões orientadas por dados
- Casos práticos de utilities que migraram de modelo reativo para preditivo